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Safegate

Função de supressão

 
 
 
A função de Supressão é a remoção temporária e automática da função protetora da cortina de luz em relação ao ciclo da máquina. A Supressão pode ocorrer somente em uma condição de segurança.

Dois tipos de aplicações são previstas:

1- Habilitação do acesso do pessoal no interior da área perigosa durante a parte não perigosa do ciclo da máquina.
fig32
Exemplo: Posicionamento ou remoção da peça

Dependendo da posição da ferramenta, que é a parte mais perigosa, uma ou duas cortinas (uma voltada para a área de trabalho da máquina) é ativa enquanto a outra permanece no modo de Supressão para possibilitar que o operador carregue/descarregue a peça. O modo de Supressão das cortinas de luz é subsequentemente invertido quando a ferramenta funciona no lado oposto da máquina.

2- Habilitar o acesso ao material e evitar o acesso ao pessoal.
fig33


Exemplo: Saída de estrados da área perigosa.


A cortina de luz de segurança incorpora sensores de Supressão capazes de discriminar entre pessoal e materiais. Somente o material é autorizado a passar pela área monitorada.


Os requisitos essenciais relativos à Função de Supressão são descritos pelos seguintes Padrões:

IEC TS 62046 “Equipamento de Proteção Eletrosensível”
EN 415-4 “Segurança do Maquinário - sistemas de paletização automáticos”
IEC 61496-1 “Equipamento de Proteção Eletrosensível”

Requisitos Gerais:
  • Supressão é uma suspensão temporária da função relacionada à segurança, que deve ser ativada e desativada automaticamente.
  • O nível de integridade da segurança do circuito que está implementando a função de Supressão deverá ser igual ao da função de segurança temporariamente suspensa, de forma que o desempenho de proteção de todo o sistema não seja afetado de maneira adversa.
  • A Supressão deve ser ativado e desativado apenas por meio de dois ou mais sinais conectados separados ativados por uma sequência de espaço ou tempo correto.
  • Não deverá ser possível acionar a Supressão enquanto as saídas ESPE estiverem no estado desativado (OFF).
  • Não deverá ser possível iniciar a Supressão desligando o dispositivo e ligando-o novamente.
  • A Supressão deverá ser ativada apenas em um ponto apropriado do ciclo da máquina, ou seja, somente quando não houver risco para o operador.
  • Os sensores de Supressão deverão ser protegidos mecanicamente para evitar incompatibilidade em caso de impacto.

 

SUPRESSÃO: SISTEMAS DE PALETIZAÇÃO E MOVIMENTO DE MATERIAIS

Requisitos para o monitoramento das aberturas:

  • Monitorar a carga, não o estrado, do contrário o operador poderia entrar em uma área perigosa, sendo arrastado pelo estrado.
  • O tempo de Supressão deve ser restrito ao tempo real levado pelo material para passar através da abertura.
  • Configurações com o tipo L de Supressão devem ter uma lógica operacional particular.
  • A Supressão deve ser restrita em termos de tempo.
  • A falta de correspondência do sensor com efeito similar à atuação não deverá permitir uma condição de Supressão permanente.
  • A configuração e o posicionamento dos sensores de Supressão deverão assegurar diferenciação confiável entre o pessoal e o material.
  • A disposição da abertura, o posicionamento dos sensores de Supressão e as proteções laterais adicionais deverão evitar o acesso do pessoal à área perigosa durante todo o tempo em que a função de Supressão estiver ativada e durante todo o tempo em que o estrado atravessar a abertura.

Portanto, é necessário a criação de um sistema de segurança capaz de distinguir entre:


 

fig34

 



A função de Supressão pode estar presente nas cortinas de luz de segurança do tipo 2 e do tipo 4.

fig35


Soluções comuns para o posicionamento do sensor de Supressão

Supressão com 2 sensores de feixes cruzados - Configuração do tipo T com monitoramento de sincronização e operação de estrado bidirecional:

  • O ponto de intersecção dos dois feixes deverão estar contidos na área perigosa segregada além da cortina de luz.
  • Um temporizador de segurança contra falhas críticas deverá ser fornecido para restringir a Supressão ao tempo necessário para o material atravessar a abertura.
  • A função de Supressão deverá ser ativada apenas se os sensores de Supressão forem interceptados contemporaneamente: 
    (t2(S2) – t1(S1) = 4 segundos máx.).
  • Os dois feixes deverão ser continuamente interrompidos pelo estrado em todo o trânsito através dos sensores.
  • Um objeto cilíndrico fosco D = 500 mm (simulando o tamanho de um corpo humano) não deverá acionar a função de Supressão.

fig36

A intersecção do feixe do sensor de Supressão deverá ser posicionada o mais alto ou igual ao nível do feixe da cortina de luz inferior para evitar uma possível manipulação ou acionamento acidental da Supressão.

fig37

Supressão com 4 sensores de feixes paralelos - Configuração do tipo T com monitoramento de sincronização e sequência - Operação de estrado bidirecional:

  • Os 4 sensores de Supressão deverão ser todos acionados em conjunto por um momento breve (acionamento sequencial e desativação dos 4 sensores)
  • A distância entre os sensores e o campo de detecção da cortina de luz deve ser:
    • d1 e d3 < 200 mm para evitar o acesso de pessoal não detectado antes ou imediatamente após o estrado durante a Supressão
    • d2 > 250 mm para evitar que membros, trajes do pessoal, etc., ativem a Supressão, acionando os dois sensores simultaneamente.

 

fig38


Supressão com 2 sensores de feixe cruzado ou sensor de feixe paralelo - Configuração do tipo "L" com monitoramento de sincronização e somente unidirecional (saída da área perigosa) para as operações do estrado:

  • Os sensores de Supressão podem ser posicionados além da cortina de luz na área perigosa.
  • A Supressão deverá ser desabilitada tão logo a cortina de luz seja apagada e não depois de 4 segundos, no máximo, do instante em que o primeiro dos dois sensores de Supressão for apagado. O temporizador que está monitorando os 4 segundos deverá ser um item relacionado à segurança.

 

fig39

 

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